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O que não te dizem sobre a ansiedade: Como a modernidade está destruindo sua paz mental e a solução que ninguém está te contando

  • rafhapsicologo
  • 28 de ago. de 2024
  • 3 min de leitura

Ansiedade na Sociedade Contemporânea

Ansiedade na sociedade contemporânea.

A ansiedade é um dos temas centrais na discussão sobre saúde mental na sociedade contemporânea. Em seu livro "Você é Ansioso?", o filósofo Luiz Felipe Pondé aborda de forma crítica e profunda como a ansiedade se tornou uma característica marcante do nosso tempo.

Para Pondé, a ansiedade não é apenas uma questão individual, mas um reflexo das pressões sociais, culturais e tecnológicas que moldam nossa existência.





A Ansiedade Como Um Sintoma da Modernidade


Pondé argumenta que vivemos em uma era onde a velocidade, a competição e a incessante busca por sucesso e reconhecimento exacerbam a ansiedade. A necessidade constante de se estar conectado e a pressão para ser produtivo o tempo todo contribuem para um estado de alerta permanente, onde o medo do futuro e a insatisfação com o presente se tornam companhias constantes. Segundo ele, essa aceleração do tempo, impulsionada pela tecnologia e pela cultura do desempenho, desumaniza e nos distancia de uma vida plena e significativa.



Pondé não é o único a apontar essa relação entre modernidade e ansiedade. Estudos em Neurologia sugerem que a exposição contínua a estímulos estressores, como as notificações constantes de redes sociais, pode aumentar a liberação de cortisol, o hormônio do estresse, exacerbando sintomas ansiosos. A pesquisa de McEwen (2007), por exemplo, demonstra que a exposição prolongada ao estresse pode levar a alterações no cérebro, afetando regiões como o hipocampo, responsável pela regulação emocional e memória.



O Foco no Agora Como Uma Resposta à Ansiedade

Uma das alternativas propostas por Pondé para lidar com a ansiedade é o resgate do foco no agora. Inspirando-se em práticas de atenção plena (mindfulness), Pondé sugere que a capacidade de estar presente no momento, sem se deixar levar pelas preocupações com o futuro ou pelo arrependimento do passado, é uma forma eficaz de aliviar a ansiedade.


A atenção plena, segundo ele, é uma prática que pode ajudar a reduzir o ritmo frenético da vida moderna, permitindo uma reconexão consigo mesmo e com o que realmente importa.

A eficácia do mindfulness no manejo da ansiedade é amplamente documentada na literatura científica. Um estudo realizado por Hölzel et al. (2011) mostrou que a prática regular de mindfulness pode levar a mudanças estruturais no cérebro, incluindo o aumento da densidade de massa cinzenta no hipocampo, que está associado a uma melhor regulação emocional.

Isso sugere que focar no presente pode não apenas aliviar os sintomas da ansiedade, mas também promover mudanças duradouras no funcionamento cerebral.



A Psicoterapia Como Caminho para o Autoconhecimento e a Tranquilidade

Embora a prática do foco no agora seja uma ferramenta poderosa, muitas vezes a ansiedade é tão profunda e arraigada que exige uma abordagem mais abrangente. A psicoterapia oferece um espaço seguro para explorar as raízes da ansiedade, compreender os gatilhos e desenvolver estratégias personalizadas para lidar com ela. Na Psicologiadaboa, nosso objetivo é ajudar você a encontrar o equilíbrio e a tranquilidade, trabalhando juntos para desenvolver uma mente mais focada e uma vida mais presente.

Se a ansiedade tem sido uma constante em sua vida, considere a possibilidade de agendar uma sessão de terapia. Com uma abordagem individualizada e humanizada, estamos aqui para ajudar você a transformar o agora em um lugar de paz e serenidade.


Referências:

  • Pondé, L. F. (2019). Você é Ansioso?. Três Estrelas.


  • McEwen, B. S. (2007). Physiology and neurobiology of stress and adaptation: central role of the brain. Physiological Reviews, 87(3), 873-904.


  • Hölzel, B. K., Carmody, J., Vangel, M., Congleton, C., Yerramsetti, S. M., Gard, T., & Lazar, S. W. (2011). Mindfulness practice leads to increases in regional brain gray matter density. Psychiatry Research: Neuroimaging, 191(1), 36-43.

 
 
 

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